Após realizar compras em supermercado, um idoso, acompanhado de seu netinho, chegava em casa, num bairro da zona leste/SP. Ao abrir o portão foi rendido por três criminosos armados, que entraram no domicílio e permaneceram por cerca de dez minutos. Roubaram dinheiro, roupas da família, documentos, cartões de crédito e de bancos, além de diversos objetos eletrônicos. Depois, fugiram no carro da própria vítima. A presente ocorrência é real e aconteceu na semana passada. Ao entrar ou sair a pé ou de carro de residência ou prédio, devemos utilizar o que chamo de “técnica de focalização”, ou seja, observar atentamente o que está acontecendo ao redor, principalmente na calçada e proximidades, identificando, assim, eventual presença de pessoa(s) em atitude suspeita. Quando focamos nossa atenção no item “segurança pessoal”, passamos a enxergar detalhes importantíssimos para nossa proteção. Bandidos perambulam pelas ruas e avenidas em busca da chamada “vítima ideal”, que, normalmente, está distraída, apressada e mais preocupada com “comodidade” do que com o tema prevenção. Imagine pessoa chegando em casa no mesmo instante que circula pela calçada em frente indivíduo desconhecido, que mantém a cabeça baixa, rosto coberto por boné e uma das mãos no bolso. Não dá para saber se é apenas um estudante ou ladrão procurando alguém para dar o bote. O lado intuitivo conta muito nessa hora. Ao perceber pessoas desconhecidas, com atitudes estranhas ou duvidosas nas proximidades de seu local de moradia ou trabalho, não entre nem saia imediatamente. Dê a volta no quarteirão ou permaneça no recinto até que a situação suspeita não se faça mais presente. Se por acaso persistir o problema, a solução imediata é comunicar o fato à polícia militar, através do fone 190, para que seja feita averiguação. Lembre-se que a polícia não deve ser acionada apenas em casos de flagrante delito. Tenha em mente que é muito mais eficaz cessar a “fumaça” do que apagar o “incêndio!”